quinta-feira, maio 05, 2016

Opinião: Por que damos tanta moral para o futebol internacional?


Antes era um jogo ou outro que era transmitido para nós aqui Brasil. Quietinha, a Rede Bandeirantes começou a transmitir, então a Rede Globo logo percebeu que os números eram bons e que crescia cada vez mais a paixão do torcedor brasileiro pelo futebol internacional e não demorou para emissora tomar as rédeas das transmissões futebolísticas.

O sonho de qualquer jovem brasileiro desde sempre foi jogar na Europa. Ter carros de luxo, salários gordos e tudo mais. O futebol brasileiro está para o futebol internacional como um garimpeiro está para um comprador de diamantes. Talvez essa seja a melhor definição. Sempre fomos vitrine de bons jogadores, mas ultimamente nem isso vem acontecendo. Agora somos meros consumidores de produto midiático. Nós assistimos mais aos jogos internacionais do que vendemos os jogadores.

Um pitaco que eu deixo é: será que os espanhóis estão ligando para o nosso futebol? Ou melhor, será que a maior rede de televisão da Espanha transmitiria um Palmeiras x Corinthians na Libertadores? Eu duvido. Nem quando o nosso futebol era referência mundial isso acontecia. Agora um campeonato espanhol entre Barcelona x Real Madri é facilmente transmitido aqui no Brasil em TV aberta.

Outro exemplo é a transmissão da Champions League. Sei da tamanha importância da competição, mas espera aí: ela é importante para quem? Para os países que disputam ou para nós? Claro que, evidentemente, é bom saber quem ganhou e como joga o time, mas isso se torna relevante se o seu clube de coração for campeão da Copa Libertadores e se ele chegar a decisão do Mundial de Clubes.

Outro ponto a se pensar é: quantos deles viriam jogar aqui no Brasil? Se você encher uma mão é muito. Não se iluda. Fora isso, você pode dizer que é um futebol bonito de se assistir por ter vários craques e que assiste porque ver futebol brasileiro está cada vez mais difícil, tirando claro, os jogos do seu clube de coração. Se tiver uma frase que defina esse texto é a seguinte: deixamos de ser fornecedores e viramos mero consumidores midiáticos.