segunda-feira, maio 25, 2015

Chega de charabiá; queremos mais futebol!

     Após o término da terceira rodada do Campeonato Brasileiro 2015 foram abundantes as críticas da imprensa esportiva ao posicionamento dos árbitros e jogadores de futebol. A mídia de modo geral caracterizou os árbitros como machões autoritários e alguns jogadores de futebol inconsequentes, como os casos de Walter do Atlético Paranaense e Victor Ramos do Palmeiras.

      Se deixarmos de lado a emoção e pensar com a razão, claramente nos colocaríamos no âmbito de um trabalhador comum e concordaríamos com a postura dos árbitros em campo. Imagina você tentando trabalhar da melhor maneira, mas você está rodeado de pessoas que procuram te ludibriar a cada instante para cometer um erro. Caso cometa um erro se quer, poderá ser difamado, e em alguns casos até afastado do seu trabalho. Esta situação me fez assemelhar ao caso Folha de São Paulo na década de 80. O jornalista vinha de uma ideologia de romântico a profissional, e devia habituar-se sobre um novo formato de produção. A partir daí, a tolerância para erros era nula. Se por exemplo acontecesse um erro ortográfico, seu desempenho era exposto em um mural da redação, ou seja, constrangimento total. No futebol, não é diferente, será estampado em capas de jornais, programas esportivos e portais da internet.

      Inevitavelmente os boleiros se acham os donos do pedaço. Na visão deles, o lance sempre está ao seu favor. Muitos produzem um verdadeiro teatro em campo. Se não é o jogador, o técnico entra como protagonista na revolta. Faz elogios a mãe do árbitro, bate no gramado e alguns até chegam a empurrar o juiz da partida, como recentemente fizeram os atacantes Petros do Corinthians e Dudu do Palmeiras.

   Por acaso, a
lguém já presenciou um juiz de futebol expulsar alguém e depois voltar atrás? Eu particularmente não. Do que vale a reclamação então?  Para o jogador nada. Para o juiz, tudo. Seu argumento na súmula ficará muito mais contextualizado e o gancho para o jogador poderá ficar ainda maior.

    Os jogadores mais se propõem em enganar o árbitro do que propriamente jogar futebol. Talvez isso demonstre a falta de qualidade nos campos brasileiros.